Tráfego Pago

Quanto custa anunciar no Instagram e no Google em 2026

Por Agência TB Web23 de outubro de 20269 min de leitura

CPM, CPC, CPA e o número que realmente decide se a campanha está cara. Faixas de referência, o que faz o custo subir e como ler os seus próprios números em vez de perseguir benchmark alheio.

A pergunta aparece em toda primeira reunião: quanto custa anunciar no Instagram? E no Google? O empresário quer um número, de preferência redondo, para colocar na planilha. O problema é que a resposta honesta começa com outra pergunta: caro em relação a quê?

Anúncio não tem preço de tabela. O que existe é um leilão, e o que você paga depende de quem mais está disputando a mesma pessoa, no mesmo segundo, com qual anúncio. Este artigo explica as três siglas que aparecem no painel, dá faixas de referência para você se situar e termina no único número que decide se vale a pena continuar.

As três siglas, em português

CPM é quanto você paga por mil exibições do anúncio. É o preço da atenção, não da venda. Serve para saber se o leilão está caro naquele momento.

CPC é quanto você paga por cada clique. Já indica se o anúncio conseguiu interessar alguém, mas ainda não diz nada sobre dinheiro entrando.

CPA é quanto você paga por cada resultado: um lead, uma mensagem no WhatsApp, um agendamento, uma venda. É o primeiro número que conversa com o seu caixa.

Repare na escada. CPM mede impressão, CPC mede interesse, CPA mede resultado. Dono de negócio que discute só CPM está discutindo a parte menos importante da conta.

Por que não existe tabela de preço

Você não escolhe o seu CPM. Ele é o resultado de um leilão em que a plataforma pesa quanto você está disposto a pagar, quanta gente quer falar com aquele mesmo público e o quanto ela acredita que as pessoas vão interagir com o seu anúncio. Criativo bom reduz custo, criativo fraco encarece, mesmo com a verba igual.

Além disso, pesa:

  • Segmento. Advocacia, estética, odontologia, imobiliário e seguros disputam públicos valiosos e caros. Comércio de bairro costuma custar menos.
  • Região. Anunciar para o Rio inteiro é diferente de anunciar para Vila Isabel e arredores.
  • Objetivo. Campanha de alcance custa menos por impressão do que campanha de conversão, porque a plataforma procura gente diferente em cada caso.
  • Época. Eleição, Black Friday, Dia das Mães e Natal enchem o leilão e empurram o preço para cima.
  • Tamanho do público. Público muito pequeno satura rápido, a frequência sobe, as pessoas cansam de ver o mesmo anúncio e o custo acompanha.

Faixas de referência para você se situar

Levantamentos de mercado com contas brasileiras em 2026 mostram o clique no Meta Ads variando, na maior parte dos casos, entre cerca de R$ 0,80 e R$ 2,50, com segmentos competitivos passando bem disso e campanhas de alcance amplo ficando abaixo. Na busca do Google, a variação é ainda maior, porque o custo depende do termo pesquisado: palavra com intenção clara de compra custa mais do que palavra genérica.

Trate essas faixas como régua de bolso, não como meta. Elas servem para você perceber que algo está muito fora da curva. Não servem para julgar a campanha, porque uma conta de clínica em Botafogo e uma conta de pet shop em Campo Grande podem estar as duas saudáveis com números bem diferentes.

Quanto preciso investir para ter alguma chance

Existe um piso prático. Verba muito baixa espalhada em muitas campanhas não gera dados suficientes para a plataforma aprender nem para você decidir. O caminho mais seguro é concentrar: uma oferta, um público principal, poucos criativos, verba suficiente para gerar um volume mínimo de resultados por semana.

Uma forma simples de estimar: pense em quantos clientes novos você quer por mês e em quanto está disposto a pagar por cada um. Multiplique. Esse é o seu orçamento de mídia. Se o número assusta, o problema geralmente não é o anúncio, é a margem do produto ou a taxa de fechamento do atendimento.

O número que realmente importa

Esqueça o CPM por um minuto e responda: quanto custa conquistar um cliente e quanto esse cliente deixa de margem?

Exemplo prático. Uma clínica gasta R$ 3.000 por mês em anúncio e gera 100 conversas no WhatsApp. O custo por conversa é R$ 30. Dessas 100, 20 viram consulta e 12 viram tratamento. O custo por cliente é R$ 250. Se cada tratamento deixa R$ 1.800 de margem, a conta fecha com folga. Se deixa R$ 200, não fecha, mesmo com o CPC parecendo ótimo no painel.

Agora inverta. Se o CPC dobrar mas a taxa de fechamento do atendimento subir de 12% para 25%, você passa a pagar menos por cliente mesmo pagando mais pelo clique. É por isso que clique barato não é sinônimo de campanha boa, e clique caro não é sinônimo de campanha ruim.

Quando o custo alto é culpa da campanha

Antes de culpar o leilão, passe por esta lista:

  • Criativo cansado. Frequência subindo e clique caindo é o retrato disso. Anúncio novo costuma resolver mais que mexer em público.
  • Promessa desalinhada. O anúncio promete uma coisa e a página entrega outra. A pessoa clica, não reconhece o que viu e sai.
  • Página lenta no celular. Boa parte do tráfego vem do telefone. Cada segundo a mais derruba conversão e encarece tudo que vem depois.
  • Verba espalhada. Seis conjuntos com R$ 10 por dia aprendem menos do que um conjunto com R$ 60.
  • Medição quebrada. Sem evento de conversão disparando certo, a plataforma otimiza no escuro e você compara números que não existem.
  • Atendimento devagar. Lead respondido em duas horas vale muito menos que lead respondido em cinco minutos. Esse custo não aparece no gerenciador, aparece no faturamento.

O que acompanhar todo mês

Monte um quadro simples com cinco linhas: investimento, contatos gerados, contatos qualificados, clientes fechados e custo por cliente. Compare com o mês anterior. Esse quadro responde melhor à pergunta "está caro?" do que qualquer benchmark de internet, inclusive as faixas deste artigo.

Anúncio caro é aquele que custa mais do que o cliente deixa. Todo o resto é curiosidade sobre o painel.

Se você quer saber se o seu custo por cliente está onde deveria, a TB Web faz essa análise com os seus números e mostra onde está o gargalo, seja na mídia, na página ou no atendimento. Peça uma análise.

Quer aplicar isso na sua empresa?

A TB Web é a agência mais completa do Rio de Janeiro. Fale com a gente e receba uma análise gratuita.