Seu CPM subiu em setembro e outubro e você não entendeu por quê. Entenda o efeito da eleição no leilão de anúncios e como usar as três semanas mais baratas do trimestre antes da Black Friday.
Se você colocou dinheiro em anúncio nos últimos dois meses, provavelmente viu o custo subir sem explicação clara. O criativo era o mesmo, o público era o mesmo, e mesmo assim o CPM subiu e o custo por lead foi junto. Não foi azar nem implicância do algoritmo. Teve eleição no meio.
O segundo turno foi no domingo, 25 de outubro, e no Rio ainda se decidiu o governo do estado. A partir desta segunda o jogo muda. Vale entender o que estava acontecendo, porque as próximas semanas são as melhores do trimestre para quem precisa conquistar cliente.
Por que o leilão ficou mais caro
Muita gente acha que campanha política não anuncia na internet. Anuncia. A lei eleitoral proíbe propaganda eleitoral paga na internet com uma exceção importante: o impulsionamento de conteúdo, desde que identificado como tal e contratado por partidos, federações, coligações, candidatos e seus representantes. A regra também alcança a priorização paga em mecanismos de busca. Ou seja, candidato impulsiona publicação nas redes e compra espaço na busca, dentro da lei.
Esse dinheiro entra no mesmo leilão em que a sua clínica, a sua loja e o seu escritório disputam a atenção da mesma pessoa. Quando mais gente quer o mesmo espaço, o preço da impressão sobe. É só isso.
Tem um segundo efeito, menos óbvio e às vezes mais caro: a atenção. Nas semanas de eleição o feed vira política. As pessoas param para comentar, discutir, brigar. O seu anúncio de manutenção de ar-condicionado ou de tratamento odontológico compete com isso. Menos gente para no seu criativo, a taxa de clique cai, e como o leilão também leva em conta o interesse previsto no anúncio, o custo sobe de novo.
Uma ressalva honesta, porque a conta não é só eleitoral: o custo de mídia vem subindo ao longo de 2026 por outros motivos, como mais anunciantes disputando o mesmo espaço e mudanças na forma como as plataformas entregam os anúncios. A eleição amplificou um movimento que já existia.
O que muda agora
Com o fim do segundo turno, a verba de campanha sai do leilão de uma vez. Não é gradual, acaba. A atenção demora alguns dias a mais para voltar ao normal, porque ainda tem apuração e repercussão, mas em geral a primeira semana depois da votação já chega mais barata que as anteriores.
Aí abre a melhor janela do trimestre para quem precisa gerar lead e venda: o intervalo entre o fim da eleição e o aquecimento da Black Friday, que neste ano cai em 27 de novembro. São mais ou menos três semanas em que o leilão respira, antes do varejo inteiro entrar anunciando ao mesmo tempo.
O que fazer nessas três semanas
1. Teste criativo agora, não em novembro
Testar anúncio custa impressão, e impressão está mais barata hoje do que vai estar no dia 20 de novembro. Suba as variações que você vinha adiando, descubra qual abertura segura a atenção nos primeiros segundos e chegue na Black Friday com criativo vencedor na mão. Quem testa na semana da promoção paga caro para aprender.
2. Reconstrua seus públicos
Remarketing depende de gente que visitou seu site, assistiu ao vídeo ou interagiu com o perfil. Esses públicos envelhecem e esvaziam. Campanha de descoberta rodando agora alimenta exatamente o público que você vai querer impactar quando a impressão estiver cara.
3. Encha a sua lista
Quem tem lista de WhatsApp ou de e-mail vende sem pagar CPM. Crie um motivo honesto para a pessoa se cadastrar, como acesso antecipado às ofertas ou um conteúdo útil do seu mercado, e anuncie esse cadastro enquanto está barato. É a verba mais bem gasta do mês.
4. Confira a medição antes de escalar
Pixel do Meta instalado, Google Tag Manager publicado, evento de lead e de compra disparando de verdade. Faça o teste você mesmo: preencha o formulário, mande a mensagem, veja se o evento aparece. Subir verba em cima de medição quebrada é o jeito mais rápido de gastar sem saber o que funcionou.
5. Aumente onde já converte
Se existe uma campanha com custo por cliente saudável na sua conta, é agora que ela merece mais verba. Aumente aos poucos, acompanhando o custo por resultado, em vez de dobrar tudo de uma vez e jogar a campanha de volta para o aprendizado.
Três erros comuns nesse período
- Tirar conclusão de uma semana isolada. Semana de eleição, feriado e virada de mês distorcem qualquer leitura. Olhe a tendência, não o dia.
- Comparar seu CPM com benchmark de fora. O custo muda por região, segmento, objetivo, qualidade do criativo e tamanho da conta. A referência que importa é o seu histórico.
- Desligar tudo porque o mês foi caro. Conta parada perde aprendizado e público. Quase sempre é melhor reduzir verba e continuar rodando do que zerar.
Como saber se a janela abriu mesmo para você
Abra o gerenciador e compare, semana a semana, quatro números da sua própria conta: CPM, taxa de clique, custo por resultado e frequência. Se o CPM cair e o custo por resultado acompanhar, a janela está aberta. Se o CPM cair e o custo por resultado continuar alto, o problema não era o leilão, era a oferta, o criativo ou a página de destino.
Se a dúvida é em qual plataforma colocar essa verba, já escrevemos sobre isso no artigo sobre Google Ads e Meta Ads.
Leilão de anúncio não tem preço de tabela. Tem momento. Quem entende o calendário compra atenção mais barata do que quem só olha o painel.
Se você quer atravessar essas semanas com um plano em vez de improviso, a equipe de tráfego pago da TB Web revisa suas campanhas e monta o calendário até a Black Friday junto com você. Fale com a gente.

